sexta-feira, 28 de novembro de 2008

ISO 14000

DEFINIÇÃO
A International Organization for Standardization (Organização Internacional de Normatização) é uma federação mundial fundada em 1946 que aprova normas internacionais de padronização em campos técnicos, com exceção da eletricidade e eletrônica.
No Brasil a entidade é representada pela ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - e tem direito a voto na organização.
A ABNT é a responsável pela Certificação ISO no Brasil e pela tradução das normas, sua adaptação e aplicação de acordo com o nosso padrão empresarial. As normas ISO brasileiras, ou seja, as traduzidas e direcionadas para nosso país, são as chamadas ISO BRA, definidas pela ABNT, mas como base e limite na ISO.
ISO 14000 é o conjunto de normas que define parâmetros e diretrizes para a gestão ambiental de empresas privadas e públicas e têm como objetivo diminuir o impacto provocado ao meio ambiente. De uma forma geral, refere o que deverá ser feito por uma organização para diminuir o impacto das suas atividades no meio ambiente, mas não prescrevem como o fazer.

HISTÓRICO
Em 1991 a ISO criou um Grupo Assessor Estratégico sobre Meio Ambiente (Strategic Advisory Group on Environment – SAGE), para analisar a necessidade de desenvolvimento de normas internacionais na área do meio ambiente.
Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992, o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, presidido pelo empresário suíço Stephan Schmidheiny, apoiou a criação de um comitê específico, na ISO, para tratar das questões de gestão ambiental.
Em março de 1993, a ISO estabeleceu o Comitê Técnico de Gestão Ambiental, ISO/TC 207, o grupo responsável por desenvolver a série de normas internacionais que definem os parâmetros e diretrizes para a gestão ambiental de empresas públicas e privadas que utilizam recursos tirados da natureza e/ou causam algum dano ambiental decorrente de suas atividades.
O cômite foi dividido em 9 subcomitês, cada um responsável por uma área diferente da gestão ambiental.
Desde a sua formação em 1993, o TC 207 tem organizado plenárias anuais, realizadas em diferentes localidades em todo o mundo, para equilibrar os custos de viagem e os custos de sediar esses eventos. As mais recentes reuniões plenárias do TC 207 ocorreram no Rio de Janeiro (1996), São Francisco (EUA), Seul (Coréia), Estocolmo (Suécia), Kuala Lumpur (Malásia), Johannesburgo (África do Sul), Bali (Indonésia), Buenos Aires (Argentina) e Madri (Espanha, 2005).
Existem três idiomas oficiais na ISO: Inglês, Francês e Russo. Na prática, o Russo não é utilizado em reuniões, e é usado apenas nos glossários de termos da ISO. Reuniões Plenárias do TC 207 são geralmente conduzidas exclusivamente em inglês, com serviço de tradução simultânea para o francês. Todas as reuniões de grupos de trabalho do TC 207 são conduzidas em inglês. A pedido dos países de idioma espanhol, o TC 207 montou uma Força Tarefa de Tradução para o Espanhol, que faz uma tradução ‘semi-oficial’ das Normas da série ISO 14000.

SÉRIE ISO 14000
Como já afirmado, o TC 207 é dividido em 9 subcomitês, cada um responsável pela criação de diferentes normas de padronização para o trabalho ambiental empresarial.
Estas normas diversas formam a chamada Família ISO 14000, ou seja, normas de padronização instituídas por diferentes subcomitês técnicos, com o intuito de preservar o meio ambiente, e podem ser classificadas em a) normas de avaliação de produtos, que incluem regras de rotulação ambiental, ciclo de vida e aspectos ambientais nas normas de produtos; e b) normas de avaliação ambiental da empresa, que incluem sistemas de gerenciamento ambiental, auditoria ambiental e avaliação do desempenho ambiental.
Em seguida veremos quais os Comitês da ISO 14000 e quais normas cada um implantou:
• Subcomitê 1 - Gestão Ambiental
Desenvolveu a norma ISO 14001 que estabelece as diretrizes básicas para o desenvolvimento de um sistema que gerencie a questão ambiental dentro da empresa, ou seja, um sistema de gestão ambiental. É a mais conhecida entre todas as normas da série 14000, e será tratada à frente com mais detalhe, por ser a que nos interessa diretamente.
• Subcomitê 2- Auditorias na área de meio ambiente
Desenvolveu normas relativas à execução de auditorias ambientais.
Em 1996 criou a IS0 14010 com os princípios gerais para a execução das auditorias necessárias à certificação, a ISO 14011, que estabelece procedimentos para planejamento e desempenho de uma auditoria, e a ISO 14012, com os critérios para qualificação de auditores, sendo todas substituídas, em 2002, pela ISO 19011, que definiu guias sobre auditorias da qualidade e meio ambiente.
Em 2001 foi desenvolvida a ISO 14015, revisada em 2003, que determina as normas para avaliações ambientais de localidades e organizações.
• Subcomitê 3 - Rotulagem ambiental
Rotulagem ambiental é a garantia de que um determinado produto é adequado ao uso que se propõe e apresenta menor impacto ambiental em relação aos produtos do concorrente disponíveis no mercado. É conhecida também pelo nome de Selo Verde, sendo utilizada em vários países como Japão, Alemanha, Suécia, Países Baixos e Canadá, mas com formas de abordagens e objetivos que diferem uma das outras.
A norma ISO 14020 - criada em 1998 e revista em 2002, contém princípios básicos, aplicáveis a todos os tipos de rotulagem ambiental, recomenda que, sempre que apropriado, seja levada em consideração a ACV.
Norma ISO 14021 Rotulagem Ambiental Tipo II: criada em 1999 e revista em 2004, trata das autodeclarações das organizações que podem descrever apenas um aspecto ambiental do seu produto não obrigando à realização de uma ACV, reduzindo assim, os custos para atender de uma forma rápida às demandas do marketing.
Norma ISO 14024 - Rótulo Ambiental Tipo I: Princípios e Procedimentos - também criada em 1999 e revista em 2004, recomenda que estes programas sejam desenvolvidos levando-se em consideração a ACV para a definição dos “critérios” de avaliação do produto e seus valores limites. ISO quer dizer que deve haver múltiplos critérios identificados e padronizados, pelo menos os mais relevantes, nas fases do ciclo de vida, facilitando a avaliação e reduzindo os custos de certificação.
Relatório Técnico TR/ISO 14025 - Rotulagem Ambiental Tipo III: criada em 2001, determina princípios e procedimentos que garantem que os valores dos impactos informados pela empresa são corretos, sem definir valores limites.
ISO 14025: Relativa ao Selo Verde Tipo III, que pode ser usada como empecilho às exportações de produtos de países que não estejam adequados à proteção ambiental (criada em 2003)
• Subcomitê 4 - Avaliação do desempenho (performance) ambiental
Para estabelecer as diretrizes para um processo de avaliação da performance ambiental de sistemas de gestão ambiental, este subcomitê, criou em 1999 a norma ISO 14031 (revisada em 2004), que fornece diretrizes para a avaliação do desempenho ambiental e inclui exemplos de indicadores ambientais, e a ISO 14032, também em 1999, com exemplos de avaliação do desempenho ambiental.
• Subcomitê 5: Análise de ciclo de vida
Processo criado com o intuito de avaliar os impactos ao meio ambiente e à saúde provocados por um determinado produto, processo, serviço ou outra atividade econômica. A análise abrange todo o o ciclo de vida do produto/processo/atividade e aborda a extração e o processamento da matéria-prima, a produção, a distribuição, o uso, o reuso (quando necessário), a manutenção, a reciclagem e a eliminação (disposição final). Para incentivar entidades e empresas privadas e públicas a abordarem os temas ambientais de forma integrada durante toda a sua existência, este subcomitê, criou diversas normas. São elas:
ISO 14040, criada em 1997,esta norma especifica a estrutura geral, princípios e requisitos para conduzir e relatar estudos de avaliação do ciclo de vida, não incluindo as técnicas de avaliação do ciclo de vida em detalhes.
ISO 14041: Estabelece a definição do escopo e análise do inventário do ciclo de vida (criada em 1998).
ISO 14042: Estabelece a avaliação do impacto do ciclo de vida (criada em 2000).
ISO 14043: Estabelece a interpretação do ciclo de vida (criada também em 2000).
ISO 14048: Estabelece o formato da apresentação de dados (criada em 2002).
ISO TR 14047: Fornece exemplos para a aplicação da ISO 14042 (criada em 2003).
ISO TR 14049: Fornece exemplos para a aplicação da ISO 14041 (criada em 2000).
• Subcomitê 6 - definições e conceitos:
Responsável pela ISO 14050, publicada em 1998, revisada em 2002 e 2004, a qual define toda a terminologia usada em todas as normas citadas anteriormente (relativas à gestão ambiental
• Subcomitê 7 - projeto e desenvolvimento de produtos.
Este subcomitê estudou como o desenvolvimento de novos produtos interage com o meio ambiente e criou em 2002 a ISO TR 14062, a qual, revisada em 2004, estabelece a integração de aspectos ambientais no projeto e desenvolvimento de produtos
Nesta norma foi criado o conceito de ecodesign, que oferece inúmeros benefícios às empresas que o utilizam, tais como: custos reduzidos, desempenho ambiental melhorado, inovação estimulada, criação de novas oportunidades de mercado, melhora na qualidade do produto, etc.
• Subcomitê 8 - comunicação ambiental:
Responsável pela criação da ISO TC 207 WG4, a qual estabelece diretrizes e exemplos para a comunicação ambiental, e a ISO 14063, criada em 2006 como o fim de estabelecer regras sobre comunicação ambiental.
• Subcomitê 9 - mudanças climáticas:
As mudanças climáticas na Terra são, provocadas, em sua grande parte, por impactos ambientais gerados pelos homens.
Este subcomitê foi responsável pela publicação, em 2006, de normas referentes a tais mudanças, sendo elas:
ISO/TC 207/WG 5: Estabelece a medição, comunicação e verificação de emissões de gases do efeito estufa, a nível de entidades e projetos.
ISO/TC 14064 Parte 1: Relativa aos gases do efeito estufa, diz respeito a especificação para a quantificação, monitoramento e comunicação de emissões e absorção por entidades.
ISO/TC 14064 Parte 2: Relativa aos gases estufa, diz respeito a especificação para a quantificação, monitoramento e comunicação de emissões e absorção de projetos.
ISO/TC 14064 Parte 3: Relativa aos gases estufa, diz respeito a especificação e diretrizes para validação, verificação e certificação.
ISO/TC 207/WG 6: Estabelece a creditação.
ISO 14065: Relativa aos gases estufa, diz respeito aos requisitos para validação e verificação de organismos para uso em creditação ou outras formas de reconhecimento.

O QUE LEVA UMA EMPRESA A MONTAR UM SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL?
A preocupação pública em relação ao impacto da indústria no meio-ambiente mundial está crescendo. Essa pressão do setor público levou a um esboço de legislação ambiental proposta e em vigor em todo o mundo, obrigando as empresas a se adaptarem para o cumprimento das exigências legais, que, muitas vezes, incluem a necessidade de levar a público informações relativas ao desempenho ambiental.
Além disto, a relação de motivos pelos quais muitas empresas estão agora adotando um SGA inclui, especificamente o seguinte:
• Redução de perdas;
• Maior eficiência do sistema gerencial interno;
• Redução de passivos/risco;
• Prevenção de poluição e redução de resíduos;
• Desejo de lucrar em mercados para produtos “verdes”;
• Pressão dos acionistas e clientes;
• Valoração pela comunidade
• Interesse em atrair uma força de trabalho de alta qualidade
• Indisposição das companhias seguradores de emitir cobertura para incidentes devidos à poluição, a menos que a empresa solicitante tenha um SGA em ação.

POR QUE OBTER A CERTIFICAÇÃO ISO 14001?
REQUISITOS LEGAIS: A certificação é um requisito legal para entrar em determinados mercados mundiais, como a União Européia e, além disto, ajuda as empresas a cumprirem regulamentações nacionais.
REQUISITOS CONTRATUAIS: Os clientes estão solicitando aos fornecedores que obtenham a certificação como requisito contratual. Am empresas estão sendo solicitadas por clientes ou compradores de seus produtos-serviços para obterem a certificação ISO 14001 como uma pré-condição para um contrato de compra. Por ex., nos EUA, o Departamento de Energia exige a certificação desde 1997.
MELHORIA INTERNA: As empresas que implementaram a norma ou um SGA freqüentemente obtém melhorias na produtividade e reduzem os resíduos, conflitos de regulamentos e a burocracia interna.
CERTIFICAÇÃO DE TERCEIROS: Espera-se que um número cada vez maior de empresas que tenha ISO e terceiriza algum parte da produção, exija que seus subcontratados se tornem certificados, embora a ISO não exija tal medida.
AVALIAÇÕES MULTIPLAS REDUZIDAS: Os clientes que desejam comprar produtos de um ou mais fornecedores, freqüentemente acham necessário auditar cada SGA de fornecedor. Os fornecedores, por sua vez, precisam passar por múltiplas avaliações para vender a diferentes clientes. A certificação ISO 14001 reduzirá a necessidade de múltiplas avaliações com base na confiança de que há um SGA no lugar.
QUESTÕES JURÍDICAS E REGULAMENTARES: Algumas empresas podem registrar um SGA, pelo menos em parte, para certificação do papel que podem desempenhar na defesa do meio-ambiente. A existência de um documento SGA pode minimizar as reclamações. Além disso, reduz ou elimina punições por violações legais auto-corrigidas, ou seja, reparadas pela própria empresa.
O MERCADO: Um dos maiores ímpetos para a certificação é a pressão do mercado. Algumas empresas, em especial as multinacionais, como a IBM, dão preferência aos fornecedores certificados. A imagem pública desempenha um grande papel.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE CERTIFICAÇÃO, CREDENCIAMENTO E REGISTRO?
CERTIFICAÇÃO é um procedimento pelo qual um terceiro fornece uma prova escrita de que um produto, processo ou serviço obedece os requisitos específicos. Com relação a ISO 14001, a certificação estipula que uma empresa está em conformidade com seu próprio Sistema de Gerenciamento Ambiental.
CREDENCIAMENTO é um procedimento pelo qual um órgão oficial fornece reconhecimento formal que um órgão ou pessoa é competente para executar as tarefas específicas. Com relação à ISO 14001, credenciamento significa que um órgão está autorizado a fornecer certificação para uma empresa que foi avaliada com sucesso, cumprindo os requisitos do SGA e tendo processos em ação para manter esse sistema.
REGISTRO é um procedimento pelo qual um órgão indica as características relevantes de um produto, processo ou serviço e então inclui ou registra o produto, processo ou serviço numa relação disponível ao público.

QUAIS OS PASSOS NO PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO?
O processo de certificação para a ISO 14001 segue o modelo da ISO 9001, consistindo de seis passos básicos a seguir:
FORMULÁRIOS: Para dar início ao processo de certificação, todos os órgãos de certificação exigem um formulário preenchido. O formulário conterá os direitos e obrigações do órgão de certificação e do cliente. Conterá direitos do órgão de certificação, como acesso às instalações e informações necessárias, bem como questões de responsabilidade. Conterá os direitos do cliente, como confidencialidade, o direito de apelar e reclamar, e as instruções para uso do certificado. Os clientes devem verificar as condições para terminar a verificação. A maioria das vistorias podem ser terminadas mediante aviso por escrito num prazo de 30 dias.
REVISÃO DOS DOCUMENTOS: Uma vez que a vistoria é concluída e as informações básicas sobre o tamanho da empresa, escopo de operação e cronograma desejado para a certificação foram determinadas, o órgão de certificação solicitará à empresa que apresente a documentação sobre seu sistema de gerenciamento ambiental. Alguns órgãos de certificação desempenham essa análise de documentos na instalação. Entretanto, a maioria desempenha a análise em seus próprios escritórios, economizando custos de viagem e despesas bem como o tempo necessário para hospedar o auditor.
PRÉ-AVALIAÇÃO: A maioria dos órgãos de certificação recomenda que uma análise de pré-avaliação para significar uma “avaliação completa” que é usada para determinar o estado atual de uma operação. Outros empregam o termo para se referir a uma visão geral ampla das operações de uma empresa para determinar sua preparação inicial para uma avaliação completa e auxiliar no planejamento da auditoria.
AVALIAÇÃO: Após a pré-avaliação, ou após ter sido determinado que o SGA documentado da empresa está em conformidade com os requisitos da norma ISO 14001, uma avaliação completa é realizada. Uma avaliação típica consiste de dois ou três auditores que passam entre dois a quatro dias na instalação.
CERTIFICAÇÃO: Há três resultados possíveis de uma avaliação:
a) Aprovação: A empresa provavelmente será certificada se tiver implementado todos os elementos da ISO 14001 com somente poucas e pequenas não conformidades detectadas durante a avaliação.
b) Aprovação Condicional ou Provisional: Uma empresa será aprovada condicionalmente ou provisionalmente se: a) atendeu todos os elementos das normas e documentou – mas talvez não implementou totalmente – os sistemas; ou b) há uma série de não conformidades detectadas numa área em particular, demonstrando uma tendência negativa.
A aprovação condicional exige que a empresa responda a todas as não conformidades observadas durante um tempo definido pelo órgão de certificação. O órgão de certificação, mediante avaliação da ação corretiva da empresa, pode realizar uma reavaliação ou aceitar a ação corretiva por escrito e revisar a implementação em conjunto com as visitas de auditoria subseqüentes.
c) Reprovação: A reprovação usualmente ocorre quando o sistema da empresa é ou muito bem documentado, mas não implementado ou quando os elementos básicos da norma – tais como auditoria, ação corretiva ou controle do processo – não foram totalmente atendidos. Essa situação resultará definitivamente numa reavaliação pelo órgão de certificação antes da emissão de um certificado. Uma vez que uma empresa é aprovada, recebe o certificado e é relacionado num livro de registro publicado pelo órgão de certificação ou outra organização.
AUDITORIA: Alguns órgãos de certificação oferecem certificados que são indefinidamente válidos, dependendo do sucesso das visitas de auditoria contínua. Outros oferecem certificados válidos durante um determinado tempo, usualmente 3 ou 4 anos. Os órgãos de certificação, em sua maioria, realizam visitas de auditoria a cada 6 meses. Aqueles cujos certificados expiram, realizam ou uma reavaliação completa no final do período de certificação, ou uma avaliação que reside entre uma visita de auditoria e uma re-auditoria completa.

POSSO FAZER UMA AUTO-AUDITORIA?
A AUDITORIA DE TERCEIROS É NECESSÁRIA?
Tanto a certificação de terceiros quanto a auto-declaração são aceitáveis dependendo das necessidades da empresa. Ambos os tipos de avaliações têm vantagens, e os especialistas estão divididos por seu valor relativo. A avaliação independente, potencialmente fornece uma opinião isenta e a auto-avaliação fornece maior profundidade de conhecimento sobre o assunto; ambos podem beneficiar a empresa.
Uma pessoa interna observa que o valor dessas certificações reside no processo de permitir o certificado: avaliação objetiva da implementação da norma por auditores independentes qualificados, usando a norma como uma ferramenta uniforme e não de forma discriminatória. O sistema de medição e as aptidões do auditor precisam ser consistente para ter valor nacional e internacional para organizações certificadas.

PRÉ-AVALIAÇÃO
Para adequação da empresa à ISO 14001, é recomendado que se realize uma pré-avaliação que inclui:
• Identificação dos requisitos legais e regulamentares;
• Identificação dos aspectos ambientais, impactos ambientais significativos e responsabilidades;
• Avaliação e documentação das questões ambientais significativas;
• Avaliação do desempenho comparado com critérios internos relevantes, normas externas, regulamentação, códigos de prática e conjuntos de princípios e guias de ação;
• Atuais práticas e procedimentos do gerenciamento ambiental;
• Identificação das políticas e procedimentos que lidam com as atividades de compras e contratação;
• Feedback da investigação de incidentes anteriores de não conformidade;
• Oportunidades de uma vantagem competitiva;
• A visão de terceiros interessados
• Funções ou atividades de outros sistemas organizacionais que podem capacitar ou impedir o desempenho ambiental da empresa.

EMPRESAS CERTIFICADORAS
ABNT, ABS – QE American Bureau of Shipping - Quality Evaluations, BVQI Veritas Quality Internacional, Fundação Vanzolini, Lloyd’s Register, DQS do Brasil S/C Ltda., BSI Quality Assurance, DNV Derte Norke Veritas,

ALGUMAS EMPRESAS DA REGIÃO QUE POSSUEM CERTIFICAÇÃO ISO 14000
• Alstom Hydro Energia Brasil Ltda. – Taubaté
• Autoliv do Brasil Ltda. – Taubaté
• BASF SA – Resende
• Cebrace Cristal Plano Ltda. – Jacareí
• Cervejarias Kaiser Brasil Ltda. – Jacareí
• EMBRAER – Empresa Brasileira de Aeronáutica Ltda. – São José dos Campos
• Fuji Photo Film do Brasil Ltda. – Caçapava
• Latapack Ball – Jacareí
• Panasonic Componentes Eletrônicos do Brasil – São José dos Campos
• Panasonic do Brasil Ltda – São José dos Campos
• Petróleo Brasileiro SA – Unidade de negócio Refinaria Henrique Lage – UM REVAPE – São José dos Campos

ISO 14001
De todas as normas da família 14000, a mais importante é a ISO 14001, pela qual o sistema de gerenciamento ambiental da empresa será julgado.
Todas as demais normas da série ISSO 14000 são documentos de diretriz, ou seja, são normas meramente descritivas. A que contém os requisitos para certificação é a 14001, é por ela que as empresas são certificadas, por isso a mais importante e a que terá destaque no trabalho.
A ISSO 14001 foi elaborada pela ABNT, no Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental (ABNT/CB-38), pela Comissão de Estudo de Gestão Ambiental (CE-38:001.01).
Lembrando que estamos estudando a ISO 14001 adaptada para o Brasil, pela ABNT, passamos, a seguir, a explicá-la.

CONTEÚDO DA ISO 14001
A ISO 14001 possui uma introdução, seguida por 4 seções (capítulos) distintas a saber: escopo, referência normativa, termos e definições e requisitos do sistema de gestão ambiental

INTRODUÇÃO
É uma orientação geral à norma, explicando o seu conceito e base na metodologia conhecida como “Plan-Do-Check-Act (PDCA)/(Planejar-Executar-Verificar-Agir):
Planejar: Estabelecer os objetivos e processos necessários para atingir os resultados em concordância com a política ambiental na empresa;
Executar: Implementar os processos;
Verificar: Monitorar e medir os processos em conformidade com a política ambiental, objetivos, metas, requisitos legais e outros, e relatar os resultados.
Agir: Agir para continuamente melhorar o desempenho do sistema de gestão ambiental.

ESCOPO
A parte da norma que estabelece seus objetivos e possibilidade de aplicação.
É aqui que as empresas tomam conhecimento de que na norma “não se declara critérios específicos de desempenho ambiental, mas exige que a organização formule uma política e objetivos que levam em consideração os requisitos legais e as informações sobre impactos ambientais significativos. Implica naqueles efeitos ambientais que a organização pode controlar e sobre os quais pode-se esperar que tenha influência... A norma é aplicável a qualquer organização que deseja:
a) Implementar, manter e melhorar um Sistema de Gestão Ambiental;
b) Assegurar-se da conformidade com a sua política ambiental declarada
c) Demonstrar tal conformidade aos outros
d) Buscar certificação/registro de seu Sistema de Gestão Ambiental por uma organização externa
e) Fazer uma autodeterminação e declaração da conformidade com a norma.”

REFERÊNCIAS NORMATIVAS
Não há referência normativa citada. Este item foi acrescentado apenas para manter a numeração das seções iguais a lei anterior.

TERMOS e DEFINIÇÕES
Onde explica os conceitos contidos na norma.

REQUISITOS DO SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL
A parte mais importante e que define exatamente o que fazer para a certificação.
É subdivida em Requisitos Gerais, Política Ambiental, Planejamento, Implementação e Operação, Verificação e Análise pela Administração.

1 - Requisitos Gerais:
A administração deve, de início, definir expressamente o objetivo de um sistema de gestão ambiental em conformidade com os requisitos da Norma e estipular o que pretende fazer para cumprir estes requisitos. Após, implantar, documentar e manter em contínua melhoria tal sistema de gestão.

2 - Política Ambiental
A administração deve implantar e se comprometer com o cumprimento de uma política ambiental que seja:
• adequada às suas atividades e impactos que geram no ambiente;
• clara o suficiente para ser entendida por todos os interessados;
• documentada, implementada e mantida, por meio de analises periódicas para se adequar a mudanças necessárias;
• comunicada a todos os que ali trabalharem direta ou indiretamente;
Além disto que
• inclua um comprometimento com a melhoria e prevenção da poluição;
• reflita o comprometimento da alta administração com o atendimento aos requisitos ambientais legais e os por ela criados;
• forneça uma estrutura para o estabelecimento e análise dos objetivos e metas ambientais;
• esteja disponível para o público em geral.
Para garantia de seu cumprimento e estímulo, é importante que tal política seja divulgada entre colaboradores internos e externos, porém a norma não impõem tal conduta como obrigatoriedade.

3 - Planejamento
Estabelece o que precisa ser seguido no planejamento de um sistema de gerenciamento ambiental, incluindo: aspectos ambientais; requisitos legais e outros; objetivos, metas e programas de gerenciamento do meio ambiente.

ASPECTOS AMBIENTAIS
Em síntese, a empresa deve estabelecer, implementar e manter, documentado e atualizado, procedimentos para identificar os impactos que possa causar no meio ambiente, bem como os aspectos ambientais que possa controlar ou influenciar, como diminuição da poluição, incluindo a previsão de mudanças e inovações passíveis de acontecimento.
Como sugestão, fazer uma abordagem, envolvendo todos os seus setores e procedimentos, sobre suas emissões atmosféricas, lançamentos em corpos d’água e no solo; uso de matérias-primas, recursos naturais e energia; a energia que emite por meio de calor, radiação e vibração; seus resíduos e subprodutos.

REQUISITOS LEGAIS
Estar sempre atualizada com a legislação aplicável ao seu objetivo e determinar como segui-la, sem esquecer dos requisitos por ela mesmo implantados e obrigações assumidas.
Lê-se como legislação toda a matéria existente sobre o tema, independente da origem.

OBJETIVOS E METAS
As funções relevantes dentro da empresa devem manter seus objetivos e metas devidamente documentados, sendo compatíveis com a política ambiental por ela adotada e as determinações legais concernentes, não esquecendo de considerar suas opções tecnológicas, financeiras, operacionais, comerciais e a visão das partes interessadas.

PROGRAMA AMBIENTAL
O programa ambiental deve incluir responsabilidades para cada função e nível dentro da empresa, bem como os meios e prazos para atingir a finalidade.

4 - Implementação e Operação
Esta seção estabelece os requisitos a criação e manutenção de um sistema de gerenciamento ambiental organizacional: recursos, funções, responsabilidades e autoridades; competência, treinamento e conscientização, comunicação; documentação; controle de documentos; preparação e respostas às emergências.

RECURSOS
A empresa deve manter recursos humanos e materiais para a manutenção de seu sistema de gestão ambiental, definir e difundir a função e responsabilidade de cada um dentro do sistema de gestão, e ainda indicar representantes responsáveis e com autoridade para assegurar a implementação e funcionalibilidade do sistema de gestão, bem como relatar à administração o andamento de suas atividades e sugerir melhorias.
FUNÇÕES, RESPONSABILIDADES E AUTORIDADES
Todos os que trabalharem na empresa, ou em nome dela, e mantenham funções capazes de atingir o meio ambiente devem ser habilitados tecnicamente para a função, cabendo a empresa manter um registro das habilitações.

CONSCIENTIZAÇÃO
Conscientizar seus colaboradores da importância de estar em conformidade com a legislação ambiental e requisitos do sistema de gestão, da responsabilidade que cada um possui no resultado total, dos impactos que suas funções possam gerar no ambiente e das potenciais conseqüências de não observar os procedimentos estipulados.

COMUNICAÇÃO
Garantir a comunicação interna dos procedimentos e resultados da gestão ambiental e se decidir expor externamente seus aspectos ambientais significativos, estabelecer o modo como isso será realizado. Estar sempre apta a receber, documentar e responder as comunicações pertinentes de terceiros interessados.
A comunicação é fundamental para garantir o sucesso da empresa nessa empreitada.
Como sugestão, podem ser adotados como regra de conduta: reuniões, boletins, quadros de aviso e a própria internet.

DOCUMENTAÇÃO
Documentar tudo o que diz respeito ao sistema de gestão ambiental, organizando e controlando essa documentação.

PREPARAÇÃO E RESPOSTA ÀS EMERGÊNCIAS
Identificar potenciais situações de emergência e se preparar para elas, por meio de treinamentos constantes, se necessário revendo a posição inicialmente adotada.

5 – Verificação
Esta seção estabelece os requisitos que uma empresa precisa cumprir para monitorar seu cumprimento aos sistemas e corrigir todos os desvios que venha descobrir. Inclui: monitoramento e medição; avaliação do atendimento aos requisitos legais, não conformidade e ação preventiva e corretiva; registros; auditoria interna.

MONITORAMENTO E MEDIÇÃO
Monitorar regularmente suas operações que possam ter um impacto ambiental significativo, assegurando que seus instrumentos de medição estejam sempre calibrados e em conformidade legal.

AVALIAÇÃO
Avaliar se os requisitos legais e os por ela determinados estão sendo atendidos.

AÇÃO CORRETIVA E PREVENTIVA
Criar, colocar em funcionamento e manter procedimentos para prever e corrigir as situações de não conformidade com o plano estruturado, minimizar seus impactos ambientais, evitar a repetição.

CONTROLE DE REGISTROS
Todos os procedimentos adotados pela empresa devem ser documentados e os documentos mantidos legíveis, indenticáveis e rastreáveis, cabendo a ela assegurar os meios para tal.



AUDITORIA INTERNA
Periodicamente realizar auditoria interna para assegurar que o sistema de gestão está em funcionamento e cumprindo seu objetivo.

6 – Análise pela administração
A alta administração da organização deve analisar o sistema de gestão ambiental, em intervalos planejados, para assegurar sua contínua pertinência e eficácia.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Iso 14000 – O que é? Caroline G. Hemenway e James P. Gildersleeve
ABNT NBR ISO 14001
Iso 14001:2004 – Baseado em FDIS 14001-2004– autor desconhecido
http://pt.wikipedia.org/wiki/ISO_14000 visitado em 17/10/2008
http://www.suapesquisa.com/o_que_e/iso_14000.htm visitado em 17/10/2008
http://www.mundodoquimico.hpg.ig.com.br/iso14000.htm visitado em 17/10/2008
http://www.gestaoambiental.com.br/faq.php?topic=1 visitado em 17/10/2008
http://www.portaldomeioambiente.org.br/JMA-ISO14000/a.asp visitado em 17/10/2008

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