sábado, 25 de abril de 2009

O Trabalho do Homem-Bandeira na Rodovia

Como elemento de controle do fluxo de tráfego, o Homem-Bandeira é essencial em situações de alto risco, como elevado volume de tráfego, altas velocidades, má visibilidade, necessidade de interrupção do fluxo e obras móveis na pista.
Para orientar, disciplinar e alertar o tráfego, deve estar uniformizado e equipado durante o dia com bandeira confeccionada em tecido ou plástico flexível na cor vermelha com a forma de um quadrado de 60cm de lado, anexada a um bastão de madeira. Para trabalho noturno, comumente é substituído por placa de sinalização iluminada, mas quando sua presença é indispensável, como no caso de fluxo intenso de veículo, deve portar lanterna ou bastão sinalizador.
Como EPI é obrigatório o uso de bota de segurança com bico de aço, uniforme de alta visibilidade com faixa refletiva (se não tiver a faixa refletiva no uniforme, usar colete de alta visibilidade com a faixa), protetor auricular e óculos de segurança, sendo indicado para o dia os de lente cinza e para noite lentes transparentes ou, o ideal, lentes amarelas que aumentam a visibilidade e ofuscam a luminosidade direta do farol na direção dos olhos.
Essa tarefa, por ser considerada de risco, deve ser realizada por funcionário capaz, bem treinado e orientado para seguir alguns procedimentos básicos, transmitindo aos motoristas sinais uniformes, precisos e de rápida compreensão:


Para parar o fluxo de tráfego: Voltado para o fluxo de tráfego, estender a bandeira horizontalmente à altura do ombro e perpendicularmente à faixa de rolamento. Para maior ênfase, permanecer com a mão espalmada para o condutor do veículo.





Para dar informação de siga: Paralelamente ao fluxo de tráfego, baixar a bandeira e com a mão livre efetuar os gestos de solicitação de prosseguimento de circulação.





Para advertir: Voltado para o fluxo de tráfego, permanecer com o braço livre estendido ao longo do corpo e elevar e abaixar a bandeirinha seguida e frontalmente ao fluxo.




Embora a permanência na faixa de bordo, ao lado do canteiro central, não seja uma prática segura, algumas rodovias determinam esse posicionamento ao Homem-Bandeira para o fechamento da faixa 1 de rolamento (a mais próxima do canteiro central). Neste caso, manter a sua frente, no mínimo 3 cones, espaçados de 50/50 m, colocados na lateral externa da faixa de bordo, ou seja, dentro da faixa de rolamento. Estes cones terão a finalidade de alertar ao usuário sobre a presença do homem-bandeira, aumentando assim sua segurança. Para posicionamento no canteiro lateral, acostamento, os cones são dispensados, mas não a atenção do trabalhador e seu posicionamento voltado para o fluxo.
O canteiro lateral, frisa-se, é adotado por várias rodovias como posicionamento do Homem-Bandeira independente da faixa a ser interditada. As que exigem sua permanência ao lado do canteiro central, adotam o lateral para o caso de fechamento da faixa 2 e/ou canteiro lateral.
Geralmente são usados dois Homens-Bandeira. O primeiro a 400m do início do fechamento e o segundo a 200m do primeiro, variando a distância e necessidade de acordo com o trabalho e fechamento executado.
No caso de congestionamento ou lentidão do trânsito, o primeiro Homem-Bandeira deve se deslocar, sempre pelo acostamento, para 200m antes do ultimo veículo da fila, fazendo a Sinalização de Final de Fila.
Atenção para lombadas, curvas, pontes ou viadutos: sempre localizar o Sinalizador antes, ainda que isso implique maior distanciamento entre a sinalização vertical (placas) ou horizontal (inscrição no chão), jamais no meio ou logo após curva, lombada, ponte ou viaduto, evitando surpreender o motorista.
Em qualquer caso, deve posicionar-se em local visível, livre de circulação de veículos e sua presença advertida através da colocação de placas sinalizadoras ou cones.
É responsabilidade do encarregado, feitor ou responsável pelas frentes de serviços, definir e acompanhar o posicionamento dos homens-bandeira, evitando assim sua colocação em locais de elevado risco de acidente, tais como: após lombada, após ou no meio de curvas, no meio das faixas de rolamento.
Tendo em vista o desgaste que esse tipo de operação acarreta e a necessidade dos operadores se manterem alerta, recomenda-se que eles sejam trocados no máximo a cada duas horas para descanso.
Não esquecer, ainda, de munir o profissional com garrafa térmica contendo 250ml de água por hora de trabalho.

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