sexta-feira, 5 de setembro de 2008

ÓCULOS DE SEGURANÇA

O OLHO

O olho é um órgão do corpo humano responsável por um do sentidos mais importantes: a visão.
Sabendo-se que a maior parte da nossa comunicação com o meio exterior é dada por este sentido (aproximadamente 85%), e que uma grande percentagem das lesões oculares geram defeitos visuais permanentes, torna-se fácil o entendimento da importância da prevenção de acidentes com os olhos e da manutenção da saúde dos mesmo.
O olho humano é constituído por delicadas estruturas. Na sua parte anterior, temos a córnea, que é um tecido transparente que recobre a porção colorida dos olhos (denominada íris). Pupila é o nome dado ao orifício da íris (conhecida como "menina dos olhos"). O cristalino é uma lente natural que possuímos dentro dos nossos olhos, situado atrás da íris. Banhando estas estruturas há um líquido denominado humor aquoso.

A porção posterior do olho é constituída basicamente pela retina, que é um tecido que abriga as células responsáveis pela visão e o nervo óptico, que conduz as informações visuais para serem interpretadas no cérebro. Esta porção posterior é preenchida por um outro líquido, gelatinoso, chamado humor vítreo.
O tecido branco que envolve todo o globo ocular é chamado esclera.

IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO DE ACIDENTES OCULARES

A proteção dos olhos é uma necessidade urgente, e imperativa, não apenas pelo desejo de bem estar dos indivíduos, mas também por razões de ordens sócio-econômicas, como o aumento da produtividade.
Com o aumento da industrialização e a diminuição das medidas profiláticas, os acidentes oculares de trabalho tem ocorrido com uma freqüência cada vez maior, sendo necessárias medidas eficazes para preveni-los e evitá-los.
Tais acidentes são responsáveis, muitas vezes, por gerar incapacidade e limitações nos indivíduos, por provocarem cegueira. Nos Estados Unidos ocorrem uma média de 1.000 acidentes oculares de trabalho por dia, apesar de todo um esforço na sua prevenção.

Por ser a visão o sentido mais importante, os olhos são extremamente essenciais para o operário e lesões mínimas podem impossibilitá-lo para o trabalho.
É importante ressaltar que aproximadamente 98% dos acidentes são evitáveis, ou seja, a cada 100 acidentes, apenas 2 deveriam acontecer.
Historicamente, Remazzini em 1700 relatou a importância da prevenção de acidentes oculares, e também a dificuldade em realizá-la, devido principalmente à falta de compreensão e colaboração dos trabalhadores em adotarem medidas simples de precaução.

O ACIDENTE OCULAR DE TRABALHO E SUA PREVENÇÃO
Os acidentes com os olhos podem acontecer repentina e inesperadamente, e o indivíduo pode percebe-los imediatamente ou apenas horas mais tarde, quando surgirem, sintomas como irritação, hiperemia ou sensação de corpo estranho.
A inaptidão para o trabalho causada pelo comprometimento ocular é muito maior do que qualquer outro tipo de acidente uma vez que é em média de 15 semanas, quando não permanente, contra as 5 para aqueles que afetam outra partes do corpo.
Os profissionais mais atingidos pelo trauma ocular são os das seguintes áreas: metalurgia, construção civil, marcenaria, mecânica, têxtil, cerâmica, industria química, industria de produtos alimentícios, transporte, pesca, artes gráficas e mineração.

As lesões oculares mais encontradas são: corpos estranhos, úlceras traumáticas, queimaduras, contusões e lacerações e até perfurações do globo ocular.
Os sintomas mais comuns são: dor, baixa da visão, ardor, lacrimejamento, fotofobia, vermelhidão, secreção ocular e sensação de corpo estranho nos olhos.
As causas dos acidentes de trabalho oculares podem ser: 1) físicas, responsáveis por 10% dos acidentes e 2) falta de supervisão, responsável por 88% dos acidentes.
Entre as causas físicas destacamos a falta de proteção eficiente (como os óculos de proteção com lentes de segurança), trajes inadequados, má iluminação e ventilação do ambiente de trabalho e a má disposição ou a manutenção inadequada dos equipamentos.
Já no caso referente à supervisão, sabemos ser esta de extrema importância na prevenção de acidentes oculares, devendo no entanto ser constante, de modo a obrigar a totalidade dos funcionários. A educação é a principal arma de apoio devendo ser constante e duradoura. Há a necessidade de uma organização com plena autoridade de supervisão que se encarregue do assunto e faça cumprir a legislação já existente com referencia aos acidentes de trabalho.

Cabe à supervisão, fiscalizar as condições de trabalho dos funcionários, promovendo mudanças para que estas tornem-se as mais adequadas possíveis. Assim, a verificação do estado de manutenção do maquinário bem como a avaliação das condições de trabalho que é submetido o funcionário é papel da supervisão, funções estas de extrema importância.
Quanto às condições de trabalho, deve-se avaliar: ventilação e iluminação do local, necessita de ar condicionado, aspiradores e exaustores, uso de óculos de proteção, horas de trabalho e descanso, entre outras. Correia Bastos aconselha um descanso de 10 minutos após a 3ª hora de trabalho, pois é após este período que os acidentes são mais comuns.
Os óculos protetores protegem os olhos de areia, fagulhas, gases, pancadas, pó, vento e energia radiante.
Para sua total eficiência, cada óculos de proteção deve ser modulado de acordo com a necessidade e função do trabalhador, e deve-se ter sempre à mão materiais de fácil limpeza dos mesmos.
Não somente o trabalhador que faz o serviço deve estar com os óculos de proteção, mas também todos que o cercam.
Infelizmente o uso dos óculos protetores não é muito difundido em nosso meio, devendo haver um maior número de campanhas educativas com o intuito de incentivar e conscientizar os trabalhadores da importância do seu uso rotineiro e habitual.
Em sendo impossível evitar o acidente, toda lesão ocular deve ser lavada com água em abundância, com exceção de perfuração em que o olho não deve ser comprimido e exige encaminhamento imediato ao oftalmologista, mas o ideal é evitar sempre.
O custo da prevenção não é alto, se levarmos em conta a economia proporcionada pela saúde do trabalhador e o seu baixo custo quando comparado com a incapacidade do mesmo para o trabalho.

ACIDENTES OCULARES CRESCERAM 51% EM DOIS ANOS.

Estatísticas da DATAPREV (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social) demonstram que no Brasil a segurança no trabalho vai mal. Só para se ter uma idéia, de janeiro a agosto deste ano o país já gastou cerca de R$ 132 milhões em benefícios com acidentes laborais. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, para cada real gasto pela Previdência Social podem ser acrescidos 4 reais de custos não segurados.



A incidência de lesões oculares ocupacionais é de 82% para traumas causados pelo alojamento de corpo estranho na superfície dos olhos, 10% para queimaduras químicas e 8% são perfurações do globo.
No caso de perda da visão ou deficiência visual grave que podem levar à incapacidade permanente, ressalta, este valor é ainda maior. O médico chama a atenção para o fato das lesões nos olhos do último levantamento oficial de 2005 apresentarem um crescimento de 51% em relação a 2003, contra 24,5% dos ferimentos de punho e mão que lideram entre as 492 mil notificações feitas no ano.
O especialista diz que o crescimento dos acidentes oculares acima da média demonstra que muitos trabalhadores não usam óculos de proteção, também conhecidos como EPI (Equipamento de Proteção Individual) ocular. Além dos acidentes notificados, ressalta, a falta de proteção pode causar doenças oculares como ceratite, pterígio, catarata e degeneração macular que muitas vezes não são contabilizadas nas notificações. Este foi o caso do técnico em eletricidade, Osvaldo José dos Santos, que nunca utilizou EPI no trabalho e aos 40 anos ficou completamente cego de um olho por catarata precoce. O técnico conta que as diversas áreas de manutenção das empresas trabalham em um mesmo local.
Nos dias em que os soldadores utilizam muita solda sente os olhos arderem como se tivessem areia. Queiroz Neto explica que se trata da ceratite do soldador uma inflamação da córnea que geralmente só é percebida durante a madrugada. “Muitos profissionais se automedicam com colírio anestésico que pode levar à ulceração corneana, infecções, perda temporária da visão e até ao transplante de córnea Por isso hoje os colírios anestésicos são de tarja preta. O trabalhador não deve se automedicar, nem os ambulatórios das empresas podem usar este colírio”, afirma. É comum, observa, profissionais do setor de eletricidade terem catarata precoce por causa da radiação elétrica e falta de lentes com proteção ultravioleta que é utilizada em todo EPI.

Ele ressalta que os óculos de proteção previnem até 90% dos acidentes de trabalho, mas muitas empresas compram EPI’s inadequados para as funções exercidas o que inviabiliza o uso. A intolerância, observa, também pode estar relacionada à má ventilação do local de trabalho que torna as lentes embaçadas ou à má iluminação que impede o funcionário de enxergar se estiver usando a EPI. Isso significa que a segurança do trabalhador requer supervisão do ambiente de trabalho e treinamento para verificar a adaptação dos funcionários e conscientizar sobre a importância dos equipamentos de segurança.


TIPOS DE ÓCULOS E LENTES


ÓCULOS
Segundo a NR 6, os óculos são classificados de acordo com a proteção que visam oferecer ao usuário:
a) Óculos de segurança para proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes; b) óculos de segurança para proteção dos olhos contra luminosidade intensa; c) óculos de segurança para proteção dos olhos contra radiação ultra-violeta; d) óculos de segurança para proteção dos olhos contra radiação infra-vermelha; e) óculos de segurança para proteção dos olhos contra respingos de produtos químicos.
O mesmo fabricante que produz os óculos deve ser o que produz as lentes.
Podem ter hastes fixas (as tradicionais), com elástico por inteiro ou em metade ou sem haste, como as armações feitas para serem acopladas à aba de capacete com suporte para fixação por pressão de parafusos.

Das hastes tradicionais os modelos mais modernos são flexíveis e ajustáveis a frio, como as fabricadas pela Iris Safety, garantindo conforto e segurança para o usuário e economia ao empregador, pois pode comprar um único modelo e adaptá-lo à exigência do empregado.

LENTES
As lentes podem ser classificadas de acordo com:
• o material usado em sua produção: cristal, policarbonato e duropolicarbonato (as mais resistentes a impactos, porém mais dificeis de aplicar filtros anti-risco), resina, plástico e vidro (temperado, endurecido e colorido);
• o tratamento de filtro aplicado: como UVA e UVB (o que as faz indicadas para os óculos contra raio ultra-violeta), anti-risco, anti-estática e para resistência química, como o Ultradura UD, revestimento à base de silicato, usado pela Sperian também para proteger contra riscos;
• sua cor: transparente, espelhada, azul, rosa, amarela e âmbar, verde e fumê.
As lentes de cristal são as mais indicadas para ambientes empoeirados porque impedem a aderência de partículas na superfície. Já as de policarbonato são as mais resistentes a respingos de solda, as de duropolicarbonato as mais resistentes a impactos e as de resina as que riscam menos.

Entre os revestimentos com resistência química usados hoje no mercado, o Ultradura UD, à base de silicato, e o Uvextreme AF, usados pela Sperian estão entre os que possuem maior índice de eficácia. O primeiro, protege também contra riscos tem resistência às seguintes substâncias químicas: Acetato de butila, Acetona, Acido clorídrico 20%, Ácido dietílico, Ácido fluorídrico, Ácido sulfúrico 50%, Álcool siporopílico, Amônia 50%, Benzeno, Butanol, Carbonato de potássio 30%, Carbonato de sódio 30%, Ciclohexanol, Cloreto de metileno, Etanol, Etilenoglicol, Gasolina normal, Gasolina super, Metanol, Tetracloreto de carbono, Tolueno, Tricloroetileno e Xileno. O segundo, além de proteger contra riscos e embaçamento, é resistente ao Ácido Clorídrico 20%, Ácido Dietílico, Ácido fluorídrico, Ácido fórmico 30%, Ácido sulfúrico 50%, Amônia 10%, Álcool Isopropílico, Butanol, Carbonato de potássio 30%, Carbonato de sódio 30%, Etanol, Etilenoglicol, Gasolina normal, Metanol e Tetracloreto de carbono.
Quanto à cor, há lentes transparentes, amarelas ou âmbar, fumê ou cinza, verde, azul e rosa.
As amarelas são indicadas para aumentar a luminosidade, nas indústrias (operadores de empilhadeiras), motoristas, especialmente à noite, com chuva e neblina, esportistas (excelente para uso em campo de prova de tiro), aumentam o campo visual e têm ótima visibilidade.
As lentes rosas e azuis são indicadas para usuários de computador, servem como atenuadores dos problemas causados pelo tempo excessivo de exposição nos monitores, diminuindo a saturação, brilho e luminosidade. Relaxam os globos oculares, diminuindo o ardor e o cansaço visual, substituindo com vantagens os protetores de tela. Absorvem 99,9% dos raios UV. A rosa tem a desvantagem de ser cansativa e a que mais altera as cores, devendo ser usada apenas em ambientes fechados. A lente azul possui efeito relaxante, deve ser usado em locais de luminosidade média.
A cinza é indicada para olhos pretos, verdes e azuis. Proporciona excelente conforto visual. Excelente para proteção em áreas onde há muita luminosidade, luz fluorescente, reflexo do sol, etc. oferecendo maior visibilidade e proteção contra raios ultravioletas. Absorve de 15 a 75% da luz.
A lente marrom indicada para olhos pretos e castanhos, protegem os olhos em locais abertos e luminosos. Garantem de 15 a 80% da absorção da luz.
As verdes proporcionam de 15 a 80% de absorção da luz solar, são indicadas para olhos pretos e verdes, sendo perfeitas para o dia a dia.

ÓCULOS DE SEGURANÇA COM GRAU
É um óculos de segurança que permite a colocação de lentes graduadas, que atende às exigências de um EPI e que também segue determinadas regras de confecção das lentes para que mantenha o CA da armação como um conjunto.
Os óculos de segurança com grau devem ser feitos por um óptico, de acordo com a receita do oftalmologista e com as medidas óticas aferidas no rosto do trabalhador com equipamento técnico adequado e por pessoa habilitada.
Além disso, as lentes devem escolhidas de acordo com o posto de trabalho, análise de riscos e grau da receita oftalmológica.
Usar óculos de segurança com grau feito fora destas normas técnicas põe em risco o trabalhador e a empresa.
PROBLEMAS NOS ÓCULOS DE SEGURANÇA COM GRAU
Se os óculos estão corretos, trazem conforto ao trabalhador e são usados espontaneamente.
Se os óculos estão errados, incomodam e acabam por ser abandonados. Se estão errados, não adianta forçar o uso, isto só vai piorar a situação visual do trabalhador.
O uso de óculos errados pode trazer consequências sérias a visão do trabalhador e muitos riscos para a empresa empregadora.
Leia abaixo como identificar se o trabalhador usa óculos errados.
QUANDO O GRAU ESTÁ ERRADO
O trabalhador apresenta:
_ náuseas e cefaléias
_ visão embaralhada
_ dificuldade na avaliação de profundidade
_ diplopia- visão confusa, visão dupla
_ irritabilidade
_ lacrimejamento
QUANDO HÁ ERRO NA DISTÂNCIA PUPILAR
_ distúrbios de convergência e visão dupla quando se olha para perto
_ visão embaralhada, problema que com o tempo leva a dores de cabeça, dor nos olhos, dificuldade de focalização.

CONSEQUÊNCIAS DO USO DE ÓCULOS COM ERRO NA ALTURA:
_ Os músculos não conseguem fazer a fusão das imagens,
_ visão embaralhada,
_ dor de cabeça,
_ dupla imagem.
Este é um problema que ocorre frequentemente e o trabalhador não consegue usar os óculos. Esta medida só pode ser feita por pessoa habilitada que também verifica a adequação das armações no rosto de cada trabalhador.

COMO FAZER OS ÓCULOS DE SEGURANÇA CORRETAMENTE
1 - PRIMEIRO PASSO: O EXAME DE VISTA
Se o trabalhador não fez exame de vista recentemente, ele deve ser encaminhado ao médico oftalmologista, dentro ou fora da empresa. Este exame, além da verificação do grau fornece informações sobre a saúde dos olhos do trabalhador.
Caso o exame seja fora da empresa, o médico deve estar ciente de que este exame também será usado para o aviamento dos Óculos de Segurança e para isso, deve se informar sobre o tipo de serviço que o trabalhador executa. O funcionário que presenta dificuldade de realização de tarefas ou que se esforça muito para enxergar ou que passou a apresentar falhas constantes em seu rendimento deve ser imediatamente encaminhado a exame de vista. Com o exame de vista em mãos, a receita deve ser aviada por uma ótica do trabalho, a mesma q fizer a armação.
2 - SEGUNDO PASSO: A ESCOLHA DOS ÓCULOS E DO MATERIAL DA LENTE DE SEGURANÇA ADEQUADOS
A ótica especializada irá analisar a receita e o histórico óptico do trabalhador, verificará junto ao técnico do Trabalho e fará a análise do posto de trabalho. Nesta análise, serão verificadas as distâncias à atividade, condições gerais do ambiente, iluminamento, para observação da existência de reflexos inadequados e o tipo de risco que este trabalho oferece. De acordo com essas informações será definido o tipo de material a ser usado na lente (policarbonato, CRISTAL ENDURECIDO ou RESINA) para que o óculos mantenha as características de óculos de segurança com CA. De acordo com essas observações, e de acordo com o tipo de rosto do trabalhador, será definida o tipo de armação do óculos de segurança. Lembre que os óculos de segurança não dispensa a utilização de outras proteções (como o protetor facial).
3 - TERCEIRO PASSO: AS MEDIÇÕES
Selecionado o EPI e o tipo de lente, é hora de fazer as medições. A ótica especializada deve possuir aparelhagem adequada para as medições precisas, como o Pupilômetro Digital. As medições devem ser feitas por pessoa habilitada, pois delas depende o correto posicionamento do grau na armação e a perfeita adaptação dos óculos no trabalhador.

Quando as medidas são tiradas por leigos tornam os óculos inadequados e errados, criando diversos incômodos no trabalhador e grandes riscos de acidentes.

DICAS E CUIDADOS
Mantenha suas lentes sempre limpas, para isto basta lavá-las periodicamente com água corrente e sabão, principalmente após o uso com aerodispersóides ou trabalho com transpiração excessiva.
Não esqueça de umedecer suas lentes antes de limpá-las, assim você evita arranhões nas lentes causadas por impurezas do ar.
Nunca apóie seus óculos com as lentes voltadas para baixo, desta forma você evita contato direto das lentes com objetos com podem causar danos às lentes.
Evite deixar seus óculos caírem, para que a armação não se danifique, quando não estiver usando, mantenha-o no estojo.
Para retirá-lo do estojo, abra-o completamente e os retire com cuidado, segurando pelo centro da armação.
Retire seus óculos do rosto segurando firmemente em ambas as hastes, assim o ajuste e a forma da armação se mantém por mais tempo.
Evite deixar seus óculos em ambientes de temperaturas extremas, ex.: porta-luvas do carro ou próximo de fornos ou secadores.
Os ajustes quando necessários, devem ser feitos excluviamente pelas óticas fabricantes.

NORMA ANSI Z87.1
É a norma de padronização de qualidade dos óculos de segurança, ou seja, diz como deve ser o óculos para que possamos considerá-lo com qualidade excelente. Criada nos EUA, é aplicada a nível mundial, sendo adotada por vários fabricantes brasileiros.
A última "Occupational and Educational Olhos e Rosto Personal Protective Devices" Norma data de 2003, é a - ANSI Z87.1-2003.
A norma estabelece requisitos para a fabricação e testes dos óculos de proteção, incluindo regras para dispositivo anti-impacto e resistência à penetração.
Para obter uma certificação ANSI Z87.1 os óculos devem ter os seguintes requisitos mínimos:
Proporcionar uma protecção adequada contra os riscos para os quais foram concebidos
Ser razoavelmente confortável

Armação segura, sem interferir no movimento ou visão
Ser capaz de ser desinfectados, se necessário, e ser de fácil limpeza
Ser durável
Todas as inscrições devem ser permanentes, legíveis, colocadas de modo que a interferência com a visão seja mínima e podem ser aplicadas em qualquer componente, incluindo a lente.
Ser aprovada nos testes de resistência indicados pela Norma.
Procurar sempre adquirir óculos com certificação ANSI ou que ao menos seja fabricado seguindo tais regras, pois é garantia de melhor qualidade, conforto e segurança para o trabalhador.

EMPRESAS COM CA PARA PROTETOR VISUAL
• 3 M DO BRASIL LTDA.
• AEARO DO BRASIL LTDA.
• AGENA INDÚSTRIA DE EQUIPAMENTOS LTDA.
• ALLPROT MATERIAIS DE SEGURANÇA LTDA. EPP
• ARCO VERDE INDÚSTRIA DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO LTDA.
• BALASKA EQUIPE INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
• BIGCOMPRA LTDA.
• BOCOAN COMÉRCIO DE EQUIPAMENTOS PARA SEGURANÇA LTDA.
• BRAMEX BRASIL COMÉRCIO EXTERIOR LTDA.
• CENTRO ÓTICO DA AMAZÔNIA S/A
• CINO – CENTRO INDUSTRIAL NACIONAL ÓTICO LTDA. EPP
• CLAUDIA BICINERI PEREIRA EPP
• CODEF COMERCIAL DE FERRAMENTAS LTDA.
• COMERCIAL BERENELI LTDA.
• COMMAR COMÉRCIO INTERNACIONAL LTDA.
• CONECT COMÉRCIO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA.
• DANNY COMÉRCIO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA.
• DURÁVEIS EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA LTDA.
• EMPREFOUR INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
• EPITEC INDÚSTRIA DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO LTDA. ME
• EQUIPAMENTOS VANGUARDA LTDA
• FVS OCCHIALI LTDA.
• FUJIWARA EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL LTDA.
• GERDAN INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE EQUIPAMENTOS DE SEG.
• HÉRCULES EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO LTDA.
• HSD BRASIL IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE EQUIPAMENTOS LTDA.
• IDEAL WORK UNIFORMES E E.P.I.S LTDA
• IMPACTO COMÉRCIO E CONFECÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO
• INDÚSTRIA E COMÉRCIO LEAL LTDA
• IRIS SAFETY ÓCULOS DE SEGURANÇA LTDA
• IZA MAR INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
• JOSÉ LEONEL DE ALMEIDA GONÇALVES - IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO
• KALIPSO EQUIPAMENTOS INDIVIDUAIS DE PROTEÇÃO LTDA.
• LEDAN INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA
• LENTES ZANINI LTDA.
• MASTER - EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL LTDA
• MATERIAL SUPPLY COMERCIAL IMPORT. E EXPORTADORA LTDA
• MODUS OPERANDI COMÉRCIO LTDA
• MSA DO BRASIL EQUIPAMENTOS E INSTRUMENTOS DE SEGURANÇA
• NEXUS E.P.I. INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA-ME
• NILTON EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA LTDA
• NOXER MÁQUINAS E FERRAMENTAS LTDA
• O.V.D. IMPORTADORA E DISTRIBUIDORA LTDA
• ÓTICA DIORAMA LTDA
• ÓTICA GERALDO LTDA-ME
• ÓTICA TRAMONTINA LTDA – ME
• PLASTICOR INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA EPP
• PRO-SAFETY IND. E COM. DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO & SEGURANÇA
• PROMAT INDÚSTRIA E COMÉ PROT CAP ARTIGOS PARA PROTEÇÃO INDUSTRIAL LTDA
• PROTEFAMA EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO LTDA.
• R.B. IND. E COM. DE ARTEFATOS DE COURO E IMPERMEÁVEIS
• R.M. DE FREITAS ALVES LUVAS-ME

• REAL SULMINAS EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA LTDA.
• RIMPAC ÓCULOS E EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA LTDA
• RUDENE GALVANI PIRACICABA EPP
• SAFETYLAND PRODUTOS DE SEGURANÇA NO TRABALHO LTDA
• SBPR SISTEMA BRASILEIRO DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA LTDA
• SCUDO SEGURANÇA LTDA. - www.scudoflex.com.br
• SECURITY GLASSES COM E MONTAG DE EQUIP DE PROT INDIVIDUAL
• SILO EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDUSTRIAL LTDA
• SILOMINAS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇAO INDUSTRIAL LTDA.
• SILVIO JOÃO BAY MULLER
• SOLUÇÃO EQUIPAMENTOS LTDA
• SP EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO AO TRABALHO LTDA
• SPERIAN PRODUTOS DE SEGURANÇA LTDA
• SUPER SAFE DO BRASIL LTDA
• TEM TEM FERRAMENTAS E EQUIP. DE SEG. COM. IMP. LTDA.
• VALLIMEX COML E EXPORT DE PRODUTOS MANUFATURADOS LTDA
• VEDERE INDÚSTRIA ÓTICA LTDA
• VÊNUS PRODUTOS ÓTICOS LTDA
• VICSA BRASIL EQUIPAMENTOS E PROTEÇÃO INDIVIDUAL LTDA.
• WELD STEEL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
FONTE
http://www.scudoflex.com.br
http://www.translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http//www.
http://www.visionrx.com/library/enc/enc_ansi.asp
http://www.grupovisbel.com.br/
http://www.lentex.com.br/alguns%20modelos.htm
http://www.lentex.com.br/OculosSegcomofazer.htm
http://www.lentex.com.br/identificandoproblemas.htm
http://www.saudevidaonline.com.br/artigo22.htm
http://www.protefer.com.br/noticias.php?ver=69
Revista Arican – Manutenção Industrial Segurança no Trabalho Construção Civil – Ano 1, n. 3
Folders das empresas: Iris Safety e Sperian

4 comentários:

Moacir Pinho disse...

boa tarde
peço ajuda para este tema ainda complexo com relação á colocação de lentes graduadas em óculos de segurança. Em minha pesquisa, encontrei informações que podem ser colocadas lentes de grau empresas fabricantes do óculos ou ainda poderá uma ótica obter autorização do fabricante para a colocação das lentes. tenho, ainda, a informação de técnicos em optometria que garantem poder fazer a colocação das lentes graduadas em óculos de segurança com embasamento legal na sua formação sem que seja necessária a autorização de qualquer fabricante ou fornecedor. Neste caso, qualquer ótica que mantenha este profissional em seu quadro de colaboradores, pode então realizar o trabalho? Poderiam me responder essas questões?
péço, gentilmente, resposta para o e-mail moacirpinho@yahoo,com.br

grato

Naty Marques disse...

Oi. Estou com uma grande dúvida! Qual a lei que diz: que o empregador deve fornecer óculos de segurança com grau para o colaborador ?

Diego Macedo disse...

Alguem me informa onde tem essa otica aki em Goiânia que faz esse tipo de óculos

Diego Macedo disse...

Alguem me informa onde tem essa otica aki em Goiânia que faz esse tipo de óculos