sexta-feira, 1 de maio de 2009

MANGUEIRAS DE INCÊNDIO - MANUTENÇÃO PREVENTIVA

Nos últimos anos, após a norma da ABNT ter recomendado o teste anual nas mangueiras de incêndio, constata-se que administradores contratam empresas para efetuar o teste hidrostático, mas poucos exigem que a contratada faça o teste de acoplamento, abertura e vedação dos hidrantes, após a colocação das mangueiras de volta aos hidrantes. Este estudo foi realizado pelo autor do livro Métodos para elaboração de especificações técnicas, Paulo Chaves de Araújo, que, na sequência, dá dicas para execução do teste. Para isto, deve ser usado um esguicho regulável, um balde, um pano e uma chave inglesa, conforme orientações abaixo:
. Retirar o adaptador de rosca para engate rápido do hidrante, a fim de verificar se possui os anéis de vedação ou se os mesmos necessitam ser substituídos, caso estejam ressecados ou danificados. Recomenda-se ainda a substituição do volante para outro do tipo industrial que é mais resistente e facilita a abertura.
. Retirar as mangueiras do interior do abrigo do hidrante, estender o pano na base e colocar o balde abaixo da conexão do hidrante. Este procedimento preventivo é necessário, pois se ocorrer algum vazamento, a água cairá no interior do balde e poderá ser enxugada com o pano. Fazer o acoplamento do esguicho regulável na posição fechada.
. Abrir o hidrante, observar se há vazamento na gaxeta que envolve o eixo do volante e, em caso positivo, fazer o aperto com uso da chave inglesa. Em seguida, fechar o hidrante e abrir a válvula para que a água do esguicho seja descarregada no balde. Caso ocorra problema com a vedação do hidrante, deixar o esguicho acoplado para evitar o vazamento e informar à manutenção para providenciar a substituição da borracha de vedação do hidrante.
. Fazer o teste de acoplamento das extremidades da mangueira com o hidrante, com o esguicho e com a outra mangueira, quando houver. O acoplamento deve ocorrer apenas com o uso das mãos, sem a necessidade de uso da chave de mangueira. Quando o acoplamento não for possível, o problema deve ser corrigido ou a peça defeituosa substituída.

Fonte: Paulo Chaves de Araujo - http://www.revistaemergencia.com.br

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